Redes Sociais Jornal Grande Circular
Jornal Laboratório
Devry | Fanor | Nucom

Brasil da arquibancada

(DAVID RAMOS / GETTY)

Todo torcedor fanático já passou por um perrengue danado: chegar ao estádio depois do início da partida, ser assaltado no meio do caminho antes de ir, errar o assento e depois levar aquele “esculacho” do dono do lugar, não poder ir ao estádio por ter que trabalhar ou estudar justamente no dia do jogo mais esperado do campeonato, juntar naquele velho porquinho toda sobra de dinheiro pra comprar o ingresso de uma semifinal de copa do mundo e na partida ver sua seleção levando 7 a 1 de uns alemães aí e dizer “quase vendi meu fígado pra ver o maior vexame da história do futebol”. Portanto, atire a primeira pedra, um torcedor que não tenha passado por alguma das situações acima. E isso aí é apenas o início do que se pode nomear “A saga de um peregrino chamado: torcedor”.

Entretanto é importantíssimo citar que não existe em nenhuma parte do universo, torcedor mais peculiar que o brasileiro. Xingamos nossos jogadores da seleção, mas, depois do terceiro gol, eles voltam a ser os maiores do mundo. Invadimos o campo para abraçar um jogador, xingamos o Galvão Bueno pela TV como se ele fosse ouvir, cantamos o hino nacional completo mesmo depois do tempo normal, torcemos até para mesma Alemanha que nos goleou só para manter o orgulho de dizer: “a Argentina perdeu a copa do mundo no nosso país”. Definitivamente somos únicos, tão únicos que Pelé, o rei do futebol, é produto inteiramente brasileiro, tal como Zico, Romário, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo fenômeno e Neymar. Aquela taça de campeão mundial empacou em 2014, mas ficou com a gente em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, somos os únicos pentacampeões do planeta.

De norte a sul desse país, o torcedor brasileiro é assim: singular. Mesmo com tantos problemas sociais, políticos e econômicos, continuamos dando um show em torcer, seja para time de cidade pequena que nem centro de treinamento tem, até para seleção principal que nos decepcionou no último mundial. As conquistas, perrengues e derrotas nos tornaram ao pé da letra peculiares admiradores de futebol.

 

Texto:

Beatriz Teixeira