Mesa-redonda: A mídia na Cobertura da Copa do Mundo 2018

Texto: Ariely Lima, Beatriz Teixeira, Jéssica Marte e Milla Christie

Nesta quinta-feira (03), o Centro Universitário UniFanor | Wyden, Campus Dunas, recebeu os palestrantes: Chico Driessen, Bruno Balacó e Pery Negreiros para um bate-papo sobre a cobertura da mídia na Copa do Mundo da Rússia 2018. Com uma conversa focada em várias ramificações do futebol mundial, os alunos interagiram constantemente durante todo a cerimônia.

Pery Negreiros trabalhou nas Copas de 2010 e 2014, na Copa das Confederações 2013, Olimpíadas 2016 e Paraolimpíadas Londres 2012, e conta sobre a relação com jornalistas de outros países na cobertura dos jogos do mundial de 2014 “Já participei de grandes coberturas fora do Brasil, e tinha uma boa relação com os sul-americanos. Os espanhóis trabalham com muita paixão pela seleção espanhola, e iam de para a cobertura vestidos com as camisas do time, o que causou algumas confusões com os demais jornalistas, porque eles não escondem o amor pela seleção, foi interessante perceber as peculiaridades dos países”, comentou.

Antes do mundial de 2014, o Brasil passou por um teste, a Copa das Confederações de 2013 que serviu de treino para questões estruturais, econômicas e midiáticas antes da copa, sobre isso Pery afirmou que “a copa das confederações de 2013 serviu como treino, pois o Brasil só tinha passado por isso em 1950, e o ambiente era totalmente diferente, eu era editor na época, mas saia em campo nos eventos”.

A mesa-redonda era focada na copa do mundo da Rússia. Questões estruturais, expectativas sobre a seleção brasileira e midiáticas foram abordadas pelos palestrantes. Quanto a isso, Pery declara o seguinte “Espero que diante do emaranhado de informações que virão da Rússia e de todos os lugares, esses veículos consigam trazer algo de relevante, porque sempre surge uma nova tecnologia, uma nova forma de contato com o leitor/espectador, e o veículo acaba perdendo com isso, porque jornalismo esportivo é uma coisa e entretenimento é outra, tem que saber separar”.

O palestrante Bruno Balacó ao ser questionado sobre a relação entre esporte e política declara que “se misturam completamente, o futebol não existe sem a política. Ele (o futebol) respira muito esse ambiente político e não é uma coisa de hoje, eu acho que se puxarmos a história do Brasil, o futebol e a política sempre andaram lado a lado, desde a Era Vargas e a ditadura militar, e nos últimos anos não tem sido muito diferente. O próprio 7 a 1, a decadência que o futebol brasileiro tem sofrido nos últimos anos é reflexo também da má gestão política”.

Chico Driessen, formado em publicidade e propaganda, é analista de mídias sociais do jornal O POVO Online desde 2014, já participou de coberturas políticas, esportivas e de entretenimento e atualmente está com o projeto “Chico na Rússia”. Um projeto audiovisual desenvolvido pelo O POVO Online sobre a cobertura da Copa do Mundo 2018. Sobre seu projeto, Chico conta que “o objetivo é trazer a parte de inclusão, o sentimento de Copa, de festa e amor pelo futebol, a preparação das cidades antes e depois dos jogos”.

Comentou também sobre a preparação para a ida a Rússia “até agora foi muito tranquila, tem apenas algumas pequenas complicações, mas a expectativa está muito boa”.

Questionado sobre sua espera de qualidade da seleção brasileira para a Copa, ele diz que o trabalho feito pelo treinador Tite (atual técnico da seleção brasileira) está muito bom, e acredita que mesmo a seleção estando muito boa e não estando mais na era “Neymar” pode ser campeão, mas afirma também que o time preferido do público continua sendo a Alemanha. Sobre sua visão em relação aos estádios da Rússia e sobre o que esperar do Show da Copa, ele diz que por ser um padrão europeu não tem como esperar menos do que espetacular.

Ao entrar no assunto da Guerra da Síria e os últimos envolvimentos dos Estados Unidos, França e Inglaterra, e sobre a Rússia ser aliada da Síria, questionou-se então se isso de alguma forma poderia vir a interferir na Copa do Mundo, ele afirma que “não tem possibilidade alguma de ter alguma interferência, pois envolve muito dinheiro e política, grandes empresas envolvidas como Coca-Cola, Mc Donalds, empresas de televisão e muitas outras”. Em outras competições tiveram protestos e outras formas de atrapalhar a competição nada disso foi capaz de atrapalhar e por esse fato ele acredita que não será nenhum obstáculo na Copa do Mundo de 2018.

A Semacom ocorre ainda ao longo da noite de hoje, e amanhã (04) de maio, no Centro Universitário UniFanor | Wyden, Campus Dunas.

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