Mesa-redonda na Mostra de Pesquisa em Ciência e Tecnologia 2019 destaca a relação entre o uso da tecnologia e a convivência no espaço urbano

Texto: Wagner Ribeiro e Grazielle Santiago

A mesa-redonda, Tecnologia e Cotidiano na Cidade Contemporânea, aconteceu na segunda-feira, 06, no Campus Dunas da UniFanor Wyden. O evento faz parte da programação da Mostra de Pesquisa em Ciência e Tecnologia 2019. Os professores da instituição Vítor Meneses, Leandro Maciel, Ozangela de Silva, Edmilson Miranda e Diego Cavalcante foram os responsáveis.  

Os debates se aprofundaram em destacar como a tecnologia vem mediando a relação entre indivíduo e espaço urbano na cidade contemporânea. Também, evidenciaram a necessidade da inclusão digital como sendo uma questão que permeia a própria noção contemporânea de inclusão social. Outra questão exposta, foi a interação entre as Inteligência dos habitantes na constituição da “inteligência coletiva” de toda a cidade.

Ozangela de Silva destacou que McLurah pensou os meios de comunicação como extensão do homem. Segundo a professora já se pode pensar o smartphone e o compartilhamento entre indivíduos como uma extensão do homem. Outra ideia apresentada por ela, foi a concepção do pós-humano de Lucia Santaella. Para Silva as novas tecnologias de comunicação permitem algumas possibilidades interessante. “Eu estou aqui, mas ao mesmo tempo eu estou no meu Instagram, estou no meu facebook, estou recebendo email e por aí vai. Então eu estou ao mesmo tempo em vários lugares”, expôs a palestrante.

O professor Diego Cavalcante abordou ideia da cidade inteligente ou cibercidade na qual existe conexão entre algoritmos. “Esses algoritmos são alimentados pelo o que? Pelas inteligências dos indivíduos que estão conectados pela rede. Esses processos de retroalimentação vão alimentando a inteligência, que é a inteligência coletiva”, ressaltou Cavalcante. Ainda destacou que os indivíduos contemporâneos vêm pesquisando sobre a avaliação dos outros na hora de saber se o local que pretende frequentar vale ou não apena.

Vítor Meneses ressaltou que o ser humano é dotado da capacidade criar extensões em diversos níveis do próprio corpo. Para ele a cidade em sim, já é complexa e quando passa a ser vista como um resultado individual, que se tornou coletivo, vira algo totalmente diferente.  “Se a cidade é uma extensão do humano, do corpo, do que esse corpo faz, anda, pensa e se relaciona com o espaço e com outras pessoas, veja que a cidade é um resultado de um conjunto de extensões”, disse Meneses. O professor ainda defendeu que o modo como o ser humano se comunica, muda o próprio indivíduo, as relações interpessoais e a relação com a cidade. Além disso, frisou que a tecnologia subverte a noção de espaço e tempo.

Edmilson Miranda discorreu sobre o conceito de bolas digitais e o espaço virtual. Interagiu com os alunos na explanação da concepção das bolas digitais. Além do pensamento em comum, conforme o professor, os grupos de pessoas precisam de um ambiente para se reunir. O indivíduo pode participar de diversos grupos no espaço físico e também no espaço virtual. Miranda, citando André Lemos, conceituou Mídia Locativa, como sendo um conjunto de tecnologias e processos info-comunicacionais cujo conteúdo informacional vincula-se a um lugar específico.

As mídias locativas são dispositivos informacionais digitais cujo conteúdo da informação está diretamente ligado a uma localidade física ou digital. “Os lugares e os objetos passam a dialogar com dispositivos informacionais, enviando, coletando e processando dados a partir de uma relação estreita entre a informação, a localização e os artefatos digitais móveis”, declarou o professor.

Julianna Formiga

Jornalista e professora na DeVry Fanor.

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