Museu da Indústria: Um lugar onde várias histórias se encontram

Texto: Beatriz Teixeira

Construído em 1871 e localizado na rua Dr. João Moreira, número 143, logo em frente ao Passeio Público, o Museu da Indústria abriga hoje uma imensidão de histórias que merecem e precisam ser contadas. Antigamente, o espaço abrigava diversas instituições, dentre elas, o primeiro Clube Social de Fortaleza e o Grande Hotel do Norte, onde foi instalada a primeira sorveteria de Fortaleza.

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) foram os criadores do museu, que também já serviu de instalação para os correios e para uma empresa inglesa que controlava a iluminação pública, a distribuição de energia elétrica e o serviço de bondes à tração elétrica de Fortaleza, a The Ceará Tramway Light & Power Co. Ltda.

Com uma arquitetura que chama a atenção, o prédio projetado pelo arquiteto Adolfo Herbster que foi contratado em 1855 para assumir a direção das obras públicas da província, o paço da Assembleia Legislativa, a ponte sobre o riacho Pajeú e a primeira planta detalhada de Fortaleza foram alguns dos feitos dele, incluindo o Clube Social de Fortaleza atual Museu da Indústria.

A estudante de arquitetura Vitória Sales visitou o recinto e disse que gostou muito do Museu da Indústria, “ele faz jus a todos os prédios do centro de Fortaleza. Com uma arquitetura imponente e clássica das construções do século XXI no coração da cidade, ele chama a atenção de quem passa na frente dele, tanto que foi assim que me interessei por ele, estava andando pelo centro e quis entrar para conhecer “.

Ao visitá-lo, você será recebido por duas interativas exposições de arte contemporânea que revelam um pouco mais a respeito do contexto histórico e social do Brasil, em um passado não muito distante, mostrando assim como ele influenciou e ainda influencia no desenvolvimento de artistas dessa geração.

Na exposição “Diário Gráfico”, o arquiteto e urbanista Áureo Castelo Branco apresenta ao público registros do seu cotidiano e dos lugares por onde passou durante os anos de 2017 e 2018, culminando em 61 desenhos recheados de muitos detalhes e com cores que saltam aos olhos.

Já na exposição “Carnaúba – Árvore da Vida”, é apresentada uma instigante viagem cultural a respeito da utilização da palmeira no comércio e na economia do país, que teve seu pico de desenvolvimento principalmente entre as décadas de 1940 e 1950. A mostra aborda temas que vão desde a constituição biológica e morfológica da carnaúba, passando pelo uso das palhas e troncos pelos povos nativos, até a industrialização e comercialização da sua cera.

Outro visitante do museu, Joel Fernandes, disse que gostou mais da exposição da Carnaúba, pois, “viajamos na história da carnaúba, sentido cheiros da floresta e ouvindo sons, a sensação era tão boa que poderia passar um dia inteiro ali de tão agradável que era o local”.

O Museu da Indústria fica num local de grande riqueza histórica do centro de Fortaleza, localizado nas proximidades de outros relevantes espaços como o Sobrado Dr. José Lourenço, o Passeio Público, o Museu do Ceará e o Forte da Nossa Senhora da Assunção, dentre outros.

A Fiec e o Sesi como foram os criadores do Museu, hoje, tudo que é exposto no local contém uma ligação com essas duas entidades, pois, ambos são interligados no que diz respeito à industrialização no Ceará. Rota indispensável para os moradores e turistas de Fortaleza, o Museu da Indústria junto com os outros prédios culturais do centro, ajudam a contar a história da capital Cearense.

 

Exposição da Carnaúba (Foto: Beatriz Teixeira)
Exposição Diário Gráfico (Foto: Beatriz Teixeira)
Exposição da Carnaúba (Foto: Beatriz Teixeira)
Exposição da Carnaúba (Foto: Beatriz Teixeira)

 

 

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