Por que esse tabu ainda existe?

Texto: Alana Katrine

As mulheres sempre sofreram preconceito apenas pelo fato de serem mulheres. Apesar de gênero não definir quem é o mais inteligente, mais esperto e nem dizer quem deve ganhar mais, as mulheres sempre estiveram abaixo dos homens. O futebol, por exemplo, é o esporte mais amado e popular do planeta, é um dos fortes candidatos ao machismo.

O esporte em si não tem nada a ver, mas seus fãs têm um peso nisso. Vamos pensar bem, o futebol foi feito para homens jogarem, o futebol foi feito para homens assistirem e se divertirem. Não a mulher! Então quando elas passaram a ter os mesmos direitos de estarem também nesse meio, foi um baque para o sexo oposto.

A mulher passou a assistir ao futebol, começou a torcer e também a jogar. Desde então, se uma mulher gosta do mundo da bola, as pessoas concluem que é porque quer agradar algum homem, porque quer se sair bem em uma conversa masculina, mas nunca porque ela realmente gosta e entende. Para torcer não precisa ser homem ou mulher. Só precisa vestir a camisa e ser fiel ao seu clube. O amor de torcedor não tem igual!

Mas o fato é que mesmo após centenas de discussões, esse tabu ainda existe. Apesar de existirem jogadoras, jornalistas esportivas, bandeirinhas, entre outras posições ocupadas, o sexo feminino ainda é visto fora do esporte. Que fique claro: uma mulher não pode estar à frente das câmeras em um programa esportivo simplesmente porque os homens gostam de vê-las falando de um assunto que é do interesse deles. Uma mulher não pode estar no meio esportivo só para preencher vagas que dizem ser necessário ter uma mulher na equipe. E mais, ela não serve apenas para ser a musa do seu time.

Que esse tabu venha a acabar, que as mulheres possam fazer parte desse mundo tanto quanto qualquer homem. Que elas estejam jogando, comentando, entrevistando ou narrando. Por que Mulher vai aonde quiser!

Ipiranga Jamille

Ipiranga Jamille

Sou muitas, sou única, sou todos. Grata a Deus pela dádiva da vida, de ser mãe da Letícia e do Paulo Filho, de ser a amada do Paulo Franco, e curtindo, muito, me tornar jornalista...

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