PRECONCEITO DISFARÇADO DE PREOCUPAÇÃO COM A SAÚDE: Mulheres gordas relatam como driblaram a pressão estética e descobriram o sentimento de aceitação

Texto: Beatriz Belchior

Antes e depois (Foto: Reprodução / Google)

A falta de autoestima e de aceitação do próprio corpo faz com que muitas pessoas, em maioria mulheres, façam de tudo para mudar o corpo em busca da aceitação de si e, principalmente, da sociedade que prega e cobra corpos perfeitos. O problema é que tanto quem exige o corpo perfeito, como quem deseja atender a essa exigência, se apodera do discurso de que essa postura é para o bem da saúde, para combater a obesidade e o excesso de peso, mascarando o principal fator que é a questão estética.

Em 2010, aos 26 anos, a jornalista Wise Primo foi diagnosticada com câncer de tireoide. Um dos fatores apontados pelos médicos como causadores da doença foram os inúmeros anos que ela passou fazendo uso de remédios para emagrecer. “A maioria dos médicos com quem eu conversei sempre me perguntava se eu tomei remédios emagrecedores e sugeriam que o uso deles pudesse ter acarretado o câncer de tireoide, inclusive porque um dos médicos mudou a função da minha tireoide, usou remédios com hormônios da tireoide pra mudar a função dela”, explica a jornalista.

Hoje aos 35 anos, ela relata que desde muito cedo teve ajuda médica para emagrecer “Minha relação com o meu corpo desde criança foi muito baseada na pressão estética, minha mãe desde sempre me levava para endocrinologistas para fazer dietas. Chegava a comer no almoço melancia com ovo porque eu não curtia muito a coisa da verdura. Era criança devia ter uns 10 ou 11 anos. Então desde sempre a minha relação com a comida era essa, era: não pode comer porque vai engordar, engordar não era bom e eu não entendia nem por que”, lamenta.

Desde então Wise fez o uso de inibidores de apetite, quase sempre orientada por médicos. “Eu nem sei precisar por quanto tempo exatamente eu usei, porque eu usei drogas emagrecedoras desde a infância e sim, sempre acompanhada por médicos. Devo ter tomado ali no começo da fase adulta alguma coisa que e comprei na internet, mas eu não usei nem uma semana porque eu fiquei com medo. Mas eu me lembro de na infância usar drogas caríssimas, inclusive, para emagrecimento, coisa de lançamento no mercado emagrecedor, como o xenical, por exemplo. A sibutramina, usei isso bem no início da adolescência. O xenical eu usei acho que devia ter uns 11 anos de idade e a maioria, quase 100% das vezes sempre foi acompanhada. Minha mãe sempre teve muita loucura com essa coisa do corpo magro, mas ela sempre foi muito preocupada com essa coisa da medicina, de tá ali no endocrinologista orientando”, complementa.

Muita gente acredita que os remédios para emagrecer são fórmulas mágicas para perder peso. Sonham em ter um corpo perfeito e fazem de tudo para realizá-lo, porém, o exagero nesses casos podem trazer sérias consequências. Os efeitos do uso de medicamentos para perda de peso são diversos, dependendo do efeito colateral, ou da reação do remédio, a pessoa pode desenvolver um quadro cardiológico grave, um aumento de pressão, um acidente vascular encefálico, no mínimo pode apresentar alergia e pode até mesmo ocasionar óbito, como alerta o endocrinologista Fábio Azevedo. “É fundamental o acompanhamento médico no uso de anorexígenos, porque os efeitos são muito variáveis de pessoa pra pessoa, o paciente tem que está em constante acompanhamento com o médico para ele avaliar se o medicamento está tendo um efeito desejado e também se não está gerando um efeito colateral e conseguir encontrar um balanço entre tudo isso. O paciente que acaba tomando indiscriminadamente essas medicações sem o acompanhamento médico, tem mais riscos à saúde, tem mais tendência de ter efeitos colaterais e muitas vezes a gente vê pacientes usando até doses que não são recomendadas, que usam por conta própria as superdoses para o tratamento que aumenta mais ainda os riscos, risco até de infarto e morte”, disse o médico.

Os anorexígenos, conhecidos como remédios para emagrecer, agem no sistema nervoso central causando repulsa à comida e inibição do apetite e, por isso, são utilizados emtratamentos para perda de peso. Atualmente, existem três tipos de anorexígenos à venda no Brasil: além da sibutramina, o orlistat (Xenical, entre outros nomes comerciais) e a liraglutida (Saxenda). Em 2011, eles foram vetados após análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão ligado ao Ministério da Saúde. Porém, uma nova lei, aprovada pelos parlamentares e sancionada pela Presidência da República em junho de 2017, retirou esse veto.

A volta dos remédios ainda divide opiniões. A agência reguladora argumenta que os medicamentos trazem riscos a pessoas com predisposições a doenças cardíacas e psiquiátricas e seus benefícios contra a obesidade são limitados, portanto os riscos à saúde são maiores que os benefícios. Um estudo realizado pelo órgão apontou que as substâncias garantem perda de peso apenas no curto prazo, ou seja, após o tratamento os pacientes voltavam a engordar. Além de causar perda de apetite, os anorexígenos causam insônia e dão maior sensação de energia. Ao liberar neurotransmissores que aceleram o metabolismo, as substâncias aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca. Nesse processo, a pessoa queima mais calorias e, dessa maneira, perde peso.

Mas entidades como o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) apoiam a volta dos medicamentos ao país. “As medicações para perda de peso são boas, são válidas. É um auxílio na terapia da obesidade, que na verdade deve ser acompanhado de terapia, dieta e atividades físicas. Então as medicações nos auxiliam a inibir o apetite e aderir melhor à dieta, explica o endocrinologista. No entanto, ele também alerta para o fato de que há riscos associados ao uso desses medicamentos: “Como toda medicação, tem efeitos colaterais e têm riscos, algumas podem dar palpitações, taquicardia, hipertensão arterial, irritabilidade, ou o contrário, sintomas depressivos. Devem ser usados com acompanhamento médico”.

A obesidade é considerada uma doença crônica que se instala de forma lenta e progressiva no organismo através do acúmulo de depósitos de gordura normalmente, associado a uma ingestão calórica excessiva e à baixa atividade física. Do mesmo modo, que a obesidade demora a aparecer, o seu tratamento também exige tempo para a obtenção de resultados permanentes e que não comprometam à saúde.

Por não compreenderem esse processo de perda lenta de peso e desejarem uma solução rápida e fácil para o problema, algumas pessoas acabam fazendo uso de medicamentos, importando-se apenas com a perda de peso e não se dando conta das consequências do uso inapropriado de tais substâncias. “Para o uso desses remédios têm que ter muito cuidado, porque nosso arsenal terapêutico pra perda de peso é muito limitado e às vezes acabam confiando nessas fórmulas mágicas que não tem tanto efeito, ou até coisas que não sabemos o que tem dentro, como por exemplo, o redufit, que está na moda, você não sabe o que tem dentro, não é um medicamento liberado pela Anvisa, quem compra, compra como se fosse uma droga no mercado negro, há quem diga que tem anfetamina, sibutramina, então a gente não sabe o que tem dentro de um remédio desse”, alerta o endócrino.

De acordo com o Ministério da Saúde, obesos são aqueles com índice de massa corpórea (IMC) acima de 30 kg/m². Outro público-alvo seriam pessoas com sobrepeso e sob o risco de desenvolver doenças graves, como o diabetes. De acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados em 2018, 1 em cada 5 (18,9%) pessoas no Brasil são obesas e que mais da metade da população das capitais brasileiras (54%) estão com excesso de peso. “Sobrepeso e obesidade estão em ascensão, precisam ser tratados, precisa ser dado o devido respeito, precisa tratar o paciente com o todo, o tratamento não só o endocrinologista, mas o nutricionista, o psicólogo, o educador físico”, afirma o endócrino.

Segundo a Anvisa, as cidades brasileiras com o maior público consumidor de inibidores de apetites são: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Porto Alegre e Salvador.

Gordofobia

Dados de uma pesquisa e realizada pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), apontou que a gordofobia (preconceito ou intolerância contra pessoas gordas) está presente na rotina de 92% dos brasileiros. Entre as pessoas que não se reconheceram como preconceituosos, 89% admitem que já falaram ou ouviram alguém dizer a frase “ele (a) é bonito (a), mas é gordinho (a)”.

Esse tipo de discriminação não acontece apenas em xingamentos. Para Wise, os assentos de transportes públicos e aviões, assim como de teatro e cinema são formas de gordofobia, uma vez que não estão preparados para pessoas gordas. “É um problema social, um problema estrutural de preconceito, que vem das bases do machismo, do patriarcado e tudo mais e dos conceitos urbanos mesmo, porque não há nada preparado na cidade, nas urbes pra uma pessoa gorda”, observa.

Uma outra pesquisa publicada no periódico “Archives of Internal Medicine” em 2017 indica que uma em cada quatro pessoas magras sofre dos riscos associados à obesidade. Ou seja, ser gorda não é sinônimo de ser doente, assim como ser magra não é sinônimo de ser saudável. A sociedade julga que todo gordo é doente, há gordos que não têm colesterol alto, não têm diabetes e estão com taxas satisfatórias. Em geral as pessoas que dizem se preocupar com a saúde, não perguntam a um magro se as taxas dele estão boas ou se ele sente dor no joelho. É um preconceito mascarado de preocupação com a saúde.

A gordofobia não atinge apenas as mulheres, mas o preconceito e a busca pelo corpo perfeito é ainda mais acentuado contra elas. Recentemente a jornalista Michelle Sampaio, que trabalhava como apresentadora de TV na Rede Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba, foi demitida e segundo ela a demissão foi devido ao seu ganho de peso após a gravidez. Wise, que também é jornalista, afirma não se surpreender com este caso e lamenta que a competência seja medida em largura, peso e não em resultados de um bom trabalho. “Sou jornalista e sempre tive pânico de TV. O ambiente é dos mais propícios para pressão estética e gordofobia”.

Curta e Gorda

No árduo caminho de se amar por completo, aceitar o próprio corpo e acolher outras mulheres na luta pelo empoderamento do corpo feminino, Wise, junto com uma amiga criou um coletivo de mulheres chamado Curta e Gorda. “Diante de toda essa problemática e toda essa pressão, de todo o sofrimento psicológico e físico que passei, eu percebi que era preciso criar alguma coisa que fizesse sentido para mim e para a sociedade também, porque o que eu estou vivendo muitas outras mulheres deve estar também. Aí pensei no coletivo, pensei no nome, pensei na estrutura que consiste numa roda de conversas que se encerra com fotografias coletivas e individuais para que cada mulher se perceba”, diz a jornalista.

O coletivo conta com uma plataforma do Instagram para divulgar os pensamentos, as lutas e causas, como também os encontros que acontecem uma vez por mês, reunindo cerca de 15 a 20 mulheres. O Curta e Gorda funciona também em um grupo de WhatsApp, com pouco mais de 30 participantes. “Todas elas com histórias para contar do que vivem e como têm superado isso e nosso lema é uma ajudar a outra, uma segurar a mão da outra e gritar e lutar juntas pelos nossos direitos, por coisas que a sociedade não enxerga, por coisas que a sociedade nos impõe e que a gente precisa quebrar. Uma coisa que eu digo muito pra elas é que cada vez que eu coloco minha cara a tapa é por mim e por todas”, afirma Wise.

A professora Érika Medeiros, 32 anos, é uma das participantes do coletivo e relata que sempre teve uma relação ruim com seu corpo, sentia vergonha e por não encontrar representatividade na sociedade achava que estava inadequada. Aos sete anos Érika teve seu primeiro contato com um endocrinologista e conta que tanto já fez uso de anorexígenos, como também praticava dietas passadas em academias que frequentava, fazia parte de grupos no WhatsApp de dietas por conta própria. Ela chegou a fazer jejuns prolongados e estava sempre procurando medidas extremas para emagrecer. “Eu nunca pensei na saúde, eu sempre pensava na aceitação, sempre me achava estranha às outras pessoas. Eu sempre achava que estava inadequada, que eu não iria corresponder às expectativas. Achava que na escola sempre as pessoas sempre iriam me enxergar como a menina gorda, na faculdade como a menina gorda, quando eu ia pra festa como a menina gorda. Então assim, era mais medo do que os outros iriam pensar, era medo de como o mundo ia me enxergar e isso me trazia um adoecimento, um sofrimento muito grande e que ainda hoje persiste em mim mas eu sei lidar”, disse a professora.

Historicamente as mulheres foram e ainda são condicionadas a se diminuírem, seja no âmbito familiar, profissional ou político, são pressionadas a ocuparem o mínimo possível de espaço. Dessa maneira, querem limitar seus posicionamentos, seus pesos e consequentemente suas autoestimas. Com relação à pressão, Érika conta que muitas vezes não era algo escancarado, mas por trás dos dizeres sempre tinha a intenção de apontar que ela estava gorda. “Quanto à pressão não era uma pressão explícita, era uma pressão implícita, tipo de sempre ouvi a minha família falar: Ai tu é tão lindinha, devia emagrecer. Na escola também eu escutava muitas piadas, muitas brincadeiras. Os garotos sempre olhavam pra mim como a amiga, eu nunca era vista enquanto a garota que também queria ser vista, ser desejada. Sempre escutei em todos os ambientes, família, escola, profissional, que se eu emagrecesse eu ficaria mais bonita, em todos os ambientes que eu estive eu sempre escutei essa frase. Às vezes a pressão ela é muito discreta, mas ao mesmo tempo ela não deixa de ser severa, nem deixa de ser opressora, sabe? Porque ela vem de um jeito disfarçado de preocupação e as pessoas passam a olhar pra você apenas como a menina gorda”, observa.

Mulheres que sofrem com a gordofobia rapidamente notam que o preconceito com o peso pode atrapalhar todas as esferas da vida delas. Sofrer discriminação para conseguir empregos, ter dificuldade em encontrar roupas ou ser ridicularizada na vida pessoal são situações comuns na vida de pessoas gordas. A tecnóloga em Marketing, Christiane Oliveira, 35 anos, também participante do coletivo, exemplifica que sempre teve dificuldade de aceitação e sofreu com baixa autoestima devido aos comentários de seus parentes. “Cresci ouvindo conselhos do tipo: “Se não emagrecer, nenhum homem vai te querer” e como defesa, renegava tudo que era considerado de menina e, até hoje, não me entendo muito bem com maquiagens, penteados, cuidados com a pele e afins, afinal, se nenhum homem ia me querer mesmo, iria gastar meu tempo com outras coisas”, conta.

Christiane sempre foi bem ativa com atividades físicas, praticava diversos tipos de dança, lutas, natação e outros esportes. Porém, ela associava a prática de atividades físicas com o emagrecimento e como não emagrecia, se desestimulou a continuar. Ela ressalta que atualmente não consegue manter uma rotina de exercícios, pois ainda luta com seu inconsciente para aceitar que o objetivo é o condicionamento físico e não a perda de peso. “Eu era tão ativa que minha primeira faculdade foi a de Educação Física. Não era a única pessoa gorda no curso, mas era a única mulher gorda. Enquanto professores e alunos gordos desfilavam suas barrigas proeminentes pelos corredores da faculdade, eu tinha que usar cinta e dormir sem jantar para tentar perder a minha. Queria trabalhar com dança e com recreação, mas não tive maturidade para lidar com os olhares de reprovação e as piadas por não parecer uma estudante de Educação Física, larguei a faculdade no 5º semestre”, relata ela.

Esse tipo de segregação ainda é aceitável na sociedade atual onde as pessoas partem do pressuposto que o peso é uma escolha e que as repreensões ajudarão a pessoa a emagrecer e melhorar de vida. A sociedade em geral enxerga as pessoas gordas como desleixadas e doentes. Porém, o que precisa ser dito e entendido é que é justamente o descrédito que cerca os gordos que pode adoecê-los.

As pessoas que sofrem gordofobia ficam fisicamente e psicologicamente abaladas com uma maior probabilidade de desenvolver depressão, ansiedade, dependência química e baixa autoestima, como explica à psicóloga Olívia Costa “A psicologia adere ao conceito de saúde sugerido pela OMS, de que estamos falando de um fenômeno biopsicossocial, sendo assim, aspectos culturais são de grande relevância para a compreensão dos processos de adoecimento. No caso de padrões de corporais, eles estão frequentemente associados com aspectos como competência social, romântica, capacidade, força de vontade, beleza, sucesso e etc. Exposição a essa associação implícita frequentemente divulgada pelas mídias, tanto formais quanto novas mídias e redes sociais, pode implicar em sentimentos de inadequação e sofrimento que afetam a vida do sujeito, podendo se agravar para quadros de transtornos alimentares”, disse a psicóloga.

Olívia observa ainda que essas situações podem ocasionar casos graves e permanentes de baixa autoestima e depreciação. “A baixa autoestima, assim como a não aceitação do corpo são sintomas do sofrimento produzido pela imposição de padrões sociais de beleza. É importante ressaltar que a aceitação vai além de um movimento intrínseco, pois a visão que temos de nós mesmos é, em grande parte, socialmente construída desde a infância. Como sociedade, seria importante cobrarmos maior fiscalização das publicidades divulgadas pelas empresas, maior diversidade na representação dos corpos nas mídias e proibição de produtos/intervenções em prol de emagrecimento que tragam prejuízos à saúde. Individualmente, processos de autoconhecimento com apoio de psicoterapia, da família e dos grupos sociais são essenciais”, ressalta.

Somos (Foto: Reprodução /@curtaegorda)

“Hoje eu não estou satisfeita 100% com o meu corpo, mas a prioridade da minha vida não é mais emagrecer. Antes eu achava que a minha vida só ia começar quando eu emagrecesse e agora eu sinto que a vida já começou, que eu já estou nela, que não importa como vai tá o meu corpo, eu vou ter que viver com o corpo que eu tenho e da melhor forma possível. O que não quer dizer que faça apologia a obesidade ou que eu acho que todo mundo deve comer desregradamente, comer só por prazer. Mas que as pessoas tenham o direito de viver do jeito que elas são e viver em liberdade, sem opressão, sem chacota e mais segurando a mão uma das outras, que é uma frase que vem se tornando muito clichê, mas que terapeuticamente falando, faz muito sentido”, disse Érika.

“Estou aprendendo a ser mais gentil comigo mesma e que, ainda que eu sinta vontade de mudar algo no meu corpo, não preciso me privar de viver nenhuma experiência. Encontrar pessoas que te ajudam a se tornar um ser humano melhor não tem preço! No coletivo estou aprendendo o quanto viver a sororidade é transformador e que a apropriação do nosso corpo – assim como da nossa imagem – é um ato de revolução e resistência”, concluiu Christiane.

 

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