X ENCONTRO COLETIVO ANGÚSTIA DE EXISITR

Repórter: Jamille Ipiranga

Da esquerda para direita: professora Ileide Sampaio, aluna Juliana Alves e professora Ecila Moreira (Foto: Erico Cardoso)

O décimo encontro promovido pelo Coletivo Angústia de Existir, no dia 18 de setembro, reuniu alunos e professores para debater sobre o tema “Angústia”. O colóquio, organizado pela professora do Curso de Direito Ileide Sampaio, contou com a presença da professora Ecila Moreira e da aluna do Curso de Psicologia, Juliana Alves.

As convidadas abordaram temáticas como positividade tóxica, direitos e privilégios. Juliana Alves, em sua exposição, resgata o histórico da nossa colonização e da estrutura capitalista dominante que não reconhece suas dores. Ressalta a importância de darmos mais valor à criança e cita a psicóloga Érika Maracaba: “Quanto mais ignoramos os sentimentos, mais perdemos a habilidade de lidar com eles.”

A professora Ecila Moreira abordou inicialmente a história do Direito Constitucional, citando que a primeira Constituição do Brasil, em 1824, era uma grande farsa, porque proibia tortura, mas aceitava o regime escravocrata. Ressaltou que  as culturas africana e indígena não abrem mão da beleza, mas não é uma beleza de capa de revista. Trata-se de uma beleza ancestral. Para exemplicar, mencionou que “a capoeira traz muita sabedoria, pois é a arte de levar rasteira e se levantar, de continuar no jogo, não sair da roda, de se esquivar com ginga”.

Mencionou, ainda, que a falta do direito de estar triste faz com que as pessoas se afundem em processos de depressão. Ponderou que direito não é privilégio. “Direito é direito”, afirmou.

Ao final do encontro, os alunos tiveram a oportunidade de fazer perguntas às expositoras.

A professora Ileide Sampaio mediou as falas e finalizou com agradecimento a todos os que compareceram ao evento. “Eu aprendi tanto hoje que eu nem sei se eu quero falar”, concluiu.

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