A importância do diploma para o educador físico e profissional do ramo

Texto: Milla Christie e Lívia Magalhães

A facultatividade do diploma na contratação do educador físico apto para o mercado de trabalho, reflete a importância da experiência no ramo que se deseja. Mesmo com todos os preparos e conhecimentos práticos e teóricos fornecidos por uma graduação, não é segredo que, para muitas vertentes, não exigem diploma de formação, mas exigem um profissional com experiência prévia.

Treinadores de futebol, mestres em artes marciais e professores de dança ou ioga, são exemplos de profissões que não são restritivas do profissional de Educação Física, entretanto, isso não torna a graduação algo totalmente dispensável.

Segundo a educadora física Lívia Lessa, 26, a graduação na área serve como uma base administrativa para o profissional, formando uma mente capaz de coordenar, supervisionar e avaliar projetos, além de trazer oportunidades a partir de contatos criados e possibilitar carreira concursada. Ela afirma que “ser formado também fornece mais segurança a seus clientes e contratantes, abrindo, assim, mais portas”.

A Licenciatura em Educação Física oferece boas oportunidades, porém, é no Bacharelado que estão as grandes. Com cinco anos de atuação no ramo, Lívia afirma que “de nada vale ser um profissional lapidado pela graduação quando não se tem experiência e conhecimento real na área”.

A não obrigatoriedade de inscrição de pessoas que trabalham com atividades consideradas lúdicas e de lazer – mesmo que alcancem proporções profissionais – nos Conselhos de Educação Física, também não anulam a existência de consequências benévolas em uma graduação e cursos de capacitação nessas áreas.

O desejo pessoal de crescer dentro da área que se trabalha foi de suma importância na decisão de cursar Bacharelado em Dança de Bailarina e Coreógrafa de Danças Urbanas. Victória Servente, 20, mesmo já estando inserida confortavelmente no mercado de trabalho, anseia por “uma melhor bagagem de recursos teóricos e práticos para aplicar em suas aulas”. Além disso, não perdeu o brilho ao lado da facultatividade do diploma para lecionar.

A jovem afirma que em meio ao mercado de trabalho atual e comercialização da arte, tende-se a dar mais valor ao artista que possui mais experiências práticas. O tempo cronológico em que o profissional de dança está inserido no meio é secundário quando comparado a sua produtividade apresentada nele.

Victória foi uma das coreógrafas mais jovens a ter o trabalho que coreografou aceito para Mostra Competitiva no Festival de Dança de Joinville (2017), sendo também, o único duo de Danças Urbanas a participar desta categoria. Seu discurso consiste que “a supervalorização da experiência em dança não é, necessariamente, algo negativo, pois se houvesse um filtro maior no mercado a favor das pessoas que de fato possuem estudos acadêmicos, teríamos pouca dança acontecendo por falta de acesso ao estudo formal da maioria dos artistas de Danças Urbanas, inclusive, alguns muito importantes para o cenário ao qual estão inseridos”.

O mesmo ocorre com o mercado de outras atividades culturais que envolvem conhecimento corporal e não exigem diploma de formação. O diploma serve como uma ferramenta que o melhor condiciona a exercer sua função, mas de nada serve um profissional diplomado sem vivências.

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